Lucca em um dia: roteiro para quem só tem algumas horas

Se você está de passagem pela Toscana e só tem um dia para conhecer Lucca, dá para aproveitar bem: a cidade é compacta, plana e feita para ser vivida a pé (ou de bicicleta). Aqui vai o roteiro que eu recomendaria.

Manhã: muralhas e o coração histórico

Comece pelas muralhas, 4,2 km em anel ao redor do centro, o melhor cartão de visitas da cidade. Não precisa fazer o circuito completo logo cedo; suba em qualquer ponto, (San Pietro é a mais prática, perto da estação), caminhe um trecho e desça por uma das seis portas históricas.

Do centro, siga para a Catedral de San Martino. Vale parar diante da fachada, nenhuma coluna das galerias uperiores é igual à outra, e entrar para ver o túmulo de Ilaria del Carretto, esculpido por Jacopo della Quercia. Depois, caminhe até a Torre Guinigi, a vale subir a escadaria, pela vista do topo e pelo pequeno jardim de carvalhos crescendo sobre a torre, é uma das imagens mais icônicas de Lucca.

Almoço: um prato típico, sem pressa

Escolha um restaurante fora da rota mais óbvia e peça um prato tradicional. Tordelli Lucchesi é a escolha certeira para quem está experimentando a cidade pela primeira vez. Lembre-se do horário: a cozinha costuma fechar entre 14h30 e 19h30.

Tarde: praças, becos e a Via Fillungo

Depois do almoço, vá para a Piazza dell'Anfiteatro, seu formato elíptico reproduz exatamente o contorno do antigo anfiteatro romano que existia ali.

Em seguida, siga pela Via Fillungo, a principal rua comercial da cidade, mas sem prender o olhar só nas vitrines: muitas fachadas escondem torres medievais incorporadas e detalhes que passam despercebidos.

Reserve um tempo para entrar em uma rua sem destino, um dos becos "vicoli" que saem da Via Fillungo. É ali que Lucca costuma surpreender quem menos espera.


Fim de tarde: Piazza Napoleone e despedida

Feche o dia na Piazza Napoleone, a mais ampla da cidade, ou volte para um último trecho das muralhas. O horário do pôr do sol é, sem dúvida, o mais bonito para se despedir e tomar um drink no estilo lucchese, pedindo um Spritz acompanhado de aperitivos ou provando a tradicional Biadina, o licor típico da cidade servido com pinoli.

Dica de quem mora aqui: se sobrar algum tempo, não gaste em mais um monumento. Sente em uma praça qualquer e observe a cidade funcionando. É esse detalhe que a maioria dos roteiros de um dia deixa de fora, e é o que mais fica na memória.

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